2026
Inteligência Artificial
Com: Corpo docente da Casa UneFormação aberta e gratuita em 16 encontros que combina técnica, repertório e reflexão sobre inteligência artificial.
Encontros intergeracionais, formação executiva em inteligência artificial crítica, biblioteca comunitária da vanguarda e celebração artística viva. Um ponto de convergência autêntico no coração do Tucuruvi.
A nova programação da Casa Une dedicada à leitura e à compreensão do tempo presente, com encontros sobre as grandes transformações do nosso tempo.
Saiba maisO Clube de Leitura da Casa Une convida a redescobrir grandes obras da literatura, com mediação de Leo Lama e reflexões sobre a condição humana.
Saiba maisExposição que convida o público a refletir sobre a identidade brasileira por meio da relação entre território, cultura, arquitetura, design e memória.
Saiba maisO Concurso Lítero-Musical Casa Une reconhece e valoriza o talento criativo dos jovens estudantes da Zona Norte de São Paulo. Em sua segunda edição, estimula a produção autoral como caminho para o desenvolvimento do pensamento crítico, da comunicação e da criatividade. Mais do que um prêmio, é um projeto coletivo que aproxima escolas, professores, alunos e famílias, fortalecendo redes educacionais e abrindo espaço para que novas vozes ganhem visibilidade. A iniciativa também amplia o espaço para a expressão dos estudantes e para a construção de novas perspectivas por meio da literatura e da música. Na primeira edição, realizada em 2025, o concurso contou com estudantes finalistas e professores-tutores, reforçando a importância da participação das escolas e da comunidade educativa.
Inscreva-se+ de 1.000 livros disponíveis para empréstimo. Visitas agendadas de segunda a sexta, das 9h às 17h.
Saiba maisFormação executiva e cursos gratuitos. Exposições e cultura brasileira. Biblioteca aberta ao público. Clubes de leitura, música e cinema. Tudo em um mesmo endereço, com curadoria própria.
Formação aberta e gratuita em 16 encontros que combina técnica, repertório e reflexão sobre inteligência artificial.
Mais do que ouvir canções, o Clube de Música convida os participantes a compreender a música brasileira como expressão da cultura, da poesia e da memória coletiva. Os encontros exploram o tema “A palavra encantada: poesia e música na canção brasileira”.
A nova programação da Casa Une dedicada à leitura e à compreensão do tempo presente, com encontros sobre as grandes transformações do nosso tempo.
O Clube de Leitura da Casa Une convida os participantes a redescobrir grandes obras da literatura por meio do tema “Os Clássicos Curam”. Mediado por Leo Lama, os encontros promovem reflexões sobre a condição humana, ampliando o repertório cultural e estimulando o diálogo a partir de autores que permanecem atuais e inspiradores.
Uma experiência que convida o público a refletir sobre a identidade brasileira por meio da relação entre território, cultura, arquitetura, design e memória.
O Clube de Cinema propõe encontros para pensar o cinema como linguagem e como forma de conhecimento. Sob mediação de Marcela Lordy, o tema do semestre é O resgate do humano pelo cinema, promovendo diálogos sobre arte, sociedade e as narrativas que ajudam a compreender o nosso tempo.
O Mercado Central, da Casa Une, reúne diferentes vozes e experiências para analisar as mudanças na economia, nos negócios e no mundo do trabalho, conectando tendências, comportamento e os impactos dessas transformações na sociedade.
+ de 1.000 livros disponíveis para empréstimo. Visitas agendadas de segunda a sexta, das 9h às 17h.
Concurso literomusical destinado a estudantes do ensino médio da rede pública. A iniciativa envolve alunos e professores e premia os trabalhos selecionados com valores em dinheiro.
Pesquisa própria, framework autoral de governança e contribuição ao debate público sobre os rumos da inteligência artificial no Brasil e no mundo.
Pesquisa própria, framework autoral de governança e contribuição ao debate público sobre os rumos da inteligência artificial no Brasil e no mundo.
CONHECER O OBSERVATÓRIORepertório, pensamento crítico e capacidade de decisão para quem atua em ambientes de transformação tecnológica, social e econômica.
CONHECERProfessores, pesquisadores, executivos, artistas e escritores compõem o corpo docente e a curadoria da Casa Une.
VER PROFESSORESMais de 1.000 livros disponíveis para empréstimo, com ala infantil, curadorias temáticas e programas de formação de leitores.
VISITAR A BIBLIOTECAA programação gratuita, as bolsas e a biblioteca existem porque pessoas e empresas sustentam esta missão.
FORMAS DE APOIARNa Rua Major Dantas Cortez, 84, Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo, CEP 02206-001.
Ver no mapaGrande parte da programação é gratuita, incluindo os programas de formação em inteligência artificial e trabalho, os clubes de leitura, música e cinema, as exposições e a biblioteca. Cada página informa o valor.
A visitação ao espaço, às exposições e à biblioteca acontece de segunda a sexta, das 9h às 17h, com agendamento. Cursos e encontros exigem inscrição na página da atividade.
Pela página de propostas externas, com currículo ou portfólio, tema, público e formato.
Olá! Estou aqui para compartilhar tudo o que sei sobre a Casa Une seus espaços, sua programação, seus encontros, sua biblioteca e tudo o que acontece por aqui.
O que mais você gostaria de saber?
Cursos, encontros, exposições e conteúdos, direto
no seu e-mail.
Cursos, seminários, exposições, clubes de leitura, música e cinema. Tudo o que acontece na Casa Une, com data, horário e inscrição.
Uma biblioteca aberta ao público no Tucuruvi, com Mais de 1.000 livros disponíveis para empréstimo, ala infantil, curadorias temáticas e programas de formação de leitores.
+ de 1.000 livros
Um piloto cai no deserto do Saara e encontra um menino de cabelos dourados que veio de um planeta minúsculo. Entre uma rosa, uma raposa e outros mundos, ele fala de amizade e do que realmente importa. Um livro curto, que cabe numa tarde. Venha pegar o seu emprestado.
Tá liberado. Pode levar.Romance clássico da literatura brasileira.
Tá liberado. Pode levar.Uma experiência que convida o público a refletir sobre a identidade brasileira por meio da relação entre território, cultura, arquitetura, design e memória.
A Casa Une apresenta a exposição Genius Loci: despertando um novo olhar sobre nossa brasilidade, uma experiência que convida o público a refletir sobre a identidade brasileira por meio da relação entre território, cultura, arquitetura, design e memória.
Quero participarVer toda a programaçãoO Clube de Leitura da Casa Une convida os participantes a redescobrir grandes obras da literatura por meio do tema “Os Clássicos Curam”. Mediado por Leo Lama, os encontros promovem reflexões sobre a condição humana, ampliando o repertório cultural e estimulando o diálogo a partir de autores que permanecem atuais e inspiradores.
O Clube de Leitura da Casa Une convida os participantes a redescobrir grandes obras da literatura por meio do tema “Os Clássicos Curam”. Mediado por Leo Lama, os encontros promovem reflexões sobre a condição humana, ampliando o repertório cultural e estimulando o diálogo a partir de autores que permanecem atuais e inspiradores.
Quero participarVer toda a programaçãoO Clube de Cinema propõe encontros para pensar o cinema como linguagem e como forma de conhecimento. Sob mediação de Marcela Lordy, o tema do semestre é O resgate do humano pelo cinema, promovendo diálogos sobre arte, sociedade e as narrativas que ajudam a compreender o nosso tempo.
O Clube de Cinema propõe encontros para pensar o cinema como linguagem e como forma de conhecimento. Sob mediação de Marcela Lordy, o tema do semestre é O resgate do humano pelo cinema, promovendo diálogos sobre arte, sociedade e as narrativas que ajudam a compreender o nosso tempo.
Quero participarVer toda a programaçãoConcurso literomusical destinado a estudantes do ensino médio da rede pública da Zona Norte de São Paulo.
O Concurso Lítero-Musical Casa Une reconhece e valoriza o talento criativo de jovens estudantes da Zona Norte de São Paulo. A iniciativa envolve alunos e professores, premia os trabalhos selecionados com valores em dinheiro e estimula a produção autoral como caminho para o desenvolvimento do pensamento crítico, da comunicação e da criatividade.
Quero participarVer toda a programaçãoUma série de conversas da Casa Une sobre negócios, economia, empreendedorismo, empregabilidade e futuro do trabalho.
A cada episódio, convidados com experiência real compartilham suas perspectivas sobre os desafios, as transformações e as oportunidades que atravessam o mercado.
Um espaço de conversa, repertório e análise sobre os movimentos que atravessam o mercado.
O Mercado Central é uma programação da Casa Une que reúne, em cada episódio, pessoas com diferentes experiências e trajetórias para conversar sobre os movimentos da economia, dos negócios e do mundo do trabalho.
Mais do que acompanhar tendências, a proposta é entender o que está mudando, por que está mudando e como essas transformações impactam organizações, profissionais e a sociedade.
O nome Mercado Central nasce da ideia do mercado como um ponto de encontro: um espaço de circulação de pessoas, informações, histórias, oportunidades, novidades e decisões.
É nesse espírito que a Casa Une promove encontros para ampliar repertórios, aproximar diferentes perspectivas e estimular uma leitura mais crítica da realidade.
A programação busca conectar o público a lideranças, empreendedores, executivos, pesquisadores e profissionais que vivem essas transformações na prática.
As entrevistas são conduzidas por Jair Marcatti, curador da Casa Une, sociólogo e historiador.
Sua condução dá unidade à programação e cria um espaço para conversas que vão além da informação imediata, buscando contexto, experiência e reflexão.
O Mercado Central recebe pessoas com trajetória consistente, experiência concreta e capacidade de analisar os movimentos do mercado a partir de suas próprias vivências.
Entre os perfis convidados estão:
A curadoria considera especialmente visão analítica, maturidade profissional, capacidade de comunicação e participação ativa em processos de decisão.
Apresentação gratuita que abre o segundo semestre de 2026 da Casa Une, celebrando a Música Popular Brasileira com Rodi Barberini.
Com um repertório que percorre clássicos da MPB e do samba, o espetáculo convida o público a vivenciar uma experiência de encontro, cultura e sensibilidade, valorizando a tradição da canção brasileira e seus grandes intérpretes.
O Show de Abertura marca o início do ciclo de atividades do segundo semestre da Casa Une, quando entram em cartaz as novas turmas dos programas de formação, os clubes de leitura, música e cinema, e a exposição Genius Loci.
Quero participarVer toda a programaçãoImersão na vida, na obra e no legado de Frantz Fanon, militante e intelectual que dedicou sua existência à luta anticolonial e antirracista.
A Casa Une, em parceria com a Fênix Filmes e a Flup, apresenta uma exposição que percorre a trajetória de Frantz Fanon a partir de documentos, imagens e textos, alguns inéditos no Brasil.
A mostra integra as ações de pré-lançamento do filme FANON, do diretor Jean-Claudy Barny, e propõe uma conexão entre as periferias do mundo e os condenados da terra de hoje. Para Fanon, autor de Pele Negra, Máscaras Brancas e Os Condenados da Terra, a descolonização deveria ser um programa de desordem absoluta: um processo de ruptura do qual emerge uma nova humanidade, sem as hierarquias e violências da ordem colonial.
Quero participarVer toda a programaçãoA nova programação da Casa Une dedicada à leitura e à compreensão do tempo presente.
Em um mundo marcado por transformações tecnológicas, sociais, econômicas e culturais cada vez mais rápidas, acompanhar as notícias nem sempre significa compreender o que está acontecendo. Por isso, o programa propõe um espaço de repertório, reflexão e diálogo sobre as grandes transformações do nosso tempo e seus impactos sobre o trabalho, as organizações e a vida.
Conduzidos pelo sociólogo e historiador Jair Marcatti, os encontros percorrem três perspectivas: o mundo contemporâneo, a inteligência artificial e a cultura da performance, e as transformações da vida subjetiva. Mais do que discutir tendências, o Atualidades é um convite para compreender como chegamos até aqui, o que está mudando e que sociedade estamos construindo.
Curadoria: Jair Marcatti. Realização: Casa Une.
Quero participarVer toda a programaçãoFormação aberta e gratuita em 16 encontros que combina técnica, repertório e reflexão sobre inteligência artificial.
A Formação Aberta em Inteligência Artificial reúne 16 encontros que integram humanidades e aplicações práticas, para desenvolver habilidades no uso da inteligência artificial e compreender seus impactos sociais, econômicos e éticos.
Ao longo do semestre, os participantes trabalham com ferramentas reais, avaliam cenários e discutem as implicações éticas do uso da tecnologia no cotidiano profissional.
Quero participarVer toda a programaçãoMais do que ouvir canções, o Clube de Música convida os participantes a compreender a música brasileira como expressão da cultura, da poesia e da memória coletiva. Os encontros exploram o tema “A palavra encantada: poesia e música na canção brasileira”.
Mais do que ouvir canções, o Clube de Música convida os participantes a compreender a música brasileira como expressão da cultura, da poesia e da memória coletiva. Os encontros exploram o tema “A palavra encantada: poesia e música na canção brasileira”.
Quero participarVer toda a programação+ de 1.000 livros disponíveis para empréstimo. Visitas agendadas de segunda a sexta, das 9h às 17h.
+ de 1.000 livros
+ de 1.000 livros disponíveis para empréstimo. Visitas agendadas de segunda a sexta, das 9h às 17h.
Quero agendar visitaVer o acervoUm espaço de conhecimento, inovação e negócios que conecta formação, arte, inteligência artificial, repertório, liderança e diálogo entre gerações.
A Casa Une é um espaço de conhecimento, inovação e negócios localizado no Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo. Reúne, em um mesmo lugar, formação executiva, cursos livres e gratuitos, arte, cultura brasileira, biblioteca aberta e programas que conectam diferentes gerações.
A Casa parte de uma convicção: em um período de transformação acelerada pela inteligência artificial e pelas mudanças no trabalho, repertório é infraestrutura. Quem lidera, empreende, ensina ou recomeça precisa de mais do que informação técnica; precisa de cultura, pensamento crítico e diálogo com quem pensa diferente e viveu outros tempos.
Por isso a Casa Une não é apenas um centro cultural, uma escola, um hub de inovação ou uma biblioteca. É a articulação dessas frentes em uma única proposta institucional.
Formar pessoas para um mundo em transformação, conectando conhecimento, cultura, tecnologia e gerações.
Ser referência nacional em formação transversal: um lugar onde inteligência artificial, arte, liderança e cultura brasileira são tratadas como partes de um mesmo repertório.
O Observatório é o programa institucional permanente da Casa Une dedicado à pesquisa e ao debate público sobre três compromissos indissociáveis no desenvolvimento de tecnologia: ética, governança e sustentabilidade, com foco no ambiente corporativo.
Sua premissa é que tecnologia precisa ser construída com intencionalidade: mais do que escalar, deve servir ao público, ao longo prazo e ao bem comum. A partir dessa posição, o Observatório produz estudos técnicos, um framework autoral de governança de IA, avaliações de maturidade e risco para empresas, formações em IA responsável e o videocast Vigília.
A iniciativa trabalha para que o Brasil ocupe lugar de referência mundial em governança de IA aplicada às empresas, atuando em três frentes: regulatória e institucional, acadêmica e científica, e internacional e multilateral.
O Observatório tem site próprio: observatorio.casaune.com.
Debates periódicos e análises aprofundadas com especialistas de renome mundial.
Acessar o Vigília PodcastA Casa Une é signatária do Pacto Global da ONU, alinhando sua atuação à agenda ESG.
A Casa Une é certificada nas normas ISO/IEC 42001, sistema de gestão de inteligência artificial, e ISO/IEC 27001, sistema de gestão de segurança da informação. Ambas as certificações são válidas até 2028.
A ISO/IEC 42001 estabelece requisitos para governar o uso de inteligência artificial de forma responsável, com avaliação de riscos, transparência e supervisão humana. A ISO/IEC 27001 define os requisitos para proteger dados e informações sob custódia da instituição, o que inclui os dados de inscrição e contato do público da Casa.
Equipe, curadoria, conselho, relatórios e políticas institucionais são publicados na página de impacto e transparência, com data de atualização e responsável por área.
Na Rua Major Dantas Cortez, 84, Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo, CEP 02206-001.
Cursos e formações gratuitas, seminários, programas da Academia Executiva, exposições, clubes de leitura, música e cinema, biblioteca aberta e programas intergeracionais, incluindo atividades para pessoas 50+.
Para o público geral da cidade, profissionais em transição, executivos e lideranças, professores e pesquisadores, artistas e escolas. Cada atividade indica seu público na própria página.
Grande parte da programação é gratuita. Programas sob medida da Academia Executiva para empresas são pagos. Cada página informa claramente o valor.
Consultando a programação e realizando a inscrição na página de cada atividade. Também é possível propor atividades pela página de propostas externas.
A Academia Executiva Casa Une desenvolve repertório, pensamento crítico e capacidade de decisão para lideranças que atuam em ambientes de transformação tecnológica, social e econômica.
Programas de formação executiva costumam ensinar ferramentas. A Academia Executiva parte de outro ponto: as decisões mais difíceis de uma liderança não são técnicas, são interpretativas. Exigem leitura de contexto, ética, cultura e capacidade de conversar com quem pensa diferente.
Masterclasses. Seminários. Trilhas de aprendizagem. Encontros fechados e conselhos de debate. Jantares de conhecimento. Mentorias. Programas personalizados para empresas.
A Academia Executiva desenha programas sob medida: formação de equipes em IA aplicada, trilhas de liderança, seminários internos e estudos de caso. A relação com empresas é acadêmica e formativa. A Casa Une não comercializa locação de espaço.
Solicitar proposta de formaçãoCompartilhe sua experiência, amplie o debate e ajude a formar pessoas para um mundo em transformação.
| Forma de participação | Contribuição |
|---|---|
| Professor convidado | Aula, masterclass ou seminário |
| Mentor | Orientação de participantes e projetos |
| Conselheiro | Apoio estratégico à Academia Executiva |
| Executivo colaborador | Conteúdo, casos e debates |
| Autor convidado | Artigo, entrevista ou estudo |
| Patrono acadêmico | Apoio financeiro a bolsas e programas |
| Parceiro institucional | Conexão com empresa, universidade ou rede |
Professores, pesquisadores, executivos, artistas, escritores e curadores compõem o corpo docente e a curadoria da Casa Une.
Sociólogo e historiador. Foi professor de Cerimonial e Protocolo e de Diplomacia Cultural na ESPM-SP.
Escritor e dramaturgo. Media o Clube de Leitura Os Clássicos Curam e assinou a curadoria da exposição sobre o Tarô e seus símbolos.
Cineasta. Media o Clube de Cinema, com o tema O resgate do humano pelo cinema.
Intérprete de sambas, valsas e canções populares. Media o Clube de Música A Palavra Encantada.
Curadora da exposição Genius Loci: despertando um novo olhar sobre nossa brasilidade.
Especialista em Inteligência Artificial, com oito anos de experiência em desenvolvimento de sistemas.
Especialista e Diretora de IA na une.cx, atua em projetos e discussões sobre inteligência artificial na Casa Une.
Pesquisador titular na FAPESP, professor na UFSCar e especialista em gestão da inovação e tendências tecnológicas.
O corpo docente reúne profissionais de diferentes áreas, com trajetórias reconhecidas e experiências que enriquecem o aprendizado. Na Casa Une, o conhecimento ganha novas perspectivas no encontro entre ideias, práticas e gerações.
Da formação gratuita aberta ao público aos programas executivos, a Casa Une organiza seus cursos por tipo, para que cada pessoa encontre rapidamente o caminho certo.
Abertos ao público, sobre inteligência artificial, inovação, cultura e mercado de trabalho, incluindo turmas para profissionais em transição e pessoas 50+.
Encontros periódicos de leitura, música e cinema, com mediações de especialistas convidados, promovendo o debate da condição humana através da arte.
Atividades práticas de curta duração voltadas a públicos específicos, como educadores de escolas públicas, pais, pesquisadores e jovens criadores.
Programas da Academia Executiva Casa Une: masterclasses, trilhas de governança tecnológica, ética em IA e programas sob medida para organizações.
Ciclos temáticos como o Diálogos Casa Une, trazendo pensadores nacionais e internacionais para confrontar os dilemas contemporâneos entre sociedade e máquina.
A nova programação da Casa Une dedicada à leitura e à compreensão do tempo presente, com encontros sobre as grandes transformações do nosso tempo.
O Clube de Leitura da Casa Une convida os participantes a redescobrir grandes obras da literatura por meio do tema “Os Clássicos Curam”. Mediado por Leo Lama, os encontros promovem reflexões sobre a condição humana, ampliando o repertório cultural e estimulando o diálogo a partir de autores que permanecem atuais e inspiradores.
O Clube de Cinema propõe encontros para pensar o cinema como linguagem e como forma de conhecimento. Sob mediação de Marcela Lordy, o tema do semestre é O resgate do humano pelo cinema, promovendo diálogos sobre arte, sociedade e as narrativas que ajudam a compreender o nosso tempo.
Mais do que ouvir canções, o Clube de Música convida os participantes a compreender a música brasileira como expressão da cultura, da poesia e da memória coletiva. Os encontros exploram o tema “A palavra encantada: poesia e música na canção brasileira”.
Alguns sim. A informação consta na página de cada curso.
Depende do curso. Quando existem, estão descritos na ementa. A formação em inteligência artificial exige notebook próprio.
Sim. Os programas de formação abertos são gratuitos e presenciais. A realização de cada turma depende de um mínimo de 30 inscritos.
Se não puder comparecer, cancele a inscrição para liberar a vaga. Cada curso publica sua política de presença.
A dimensão cultural da Casa Une: exposições, música, literatura, cinema e cultura brasileira, com curadoria própria e programas para todas as gerações.
Na Casa Une, arte não é ambientação: é parte do projeto formativo. As exposições dialogam com os seminários, a literatura alimenta os clubes de leitura, e a cultura brasileira é tratada como repertório essencial para quem pensa o futuro.
Uma experiência que convida o público a refletir sobre a identidade brasileira por meio da relação entre território, cultura, arquitetura, design e memória.
Mais do que ouvir canções, o Clube de Música convida os participantes a compreender a música brasileira como expressão da cultura, da poesia e da memória coletiva. Os encontros exploram o tema “A palavra encantada: poesia e música na canção brasileira”.
O Clube de Cinema propõe encontros para pensar o cinema como linguagem e como forma de conhecimento. Sob mediação de Marcela Lordy, o tema do semestre é O resgate do humano pelo cinema, promovendo diálogos sobre arte, sociedade e as narrativas que ajudam a compreender o nosso tempo.
Exposições. Música. Literatura. Cinema. Cultura brasileira. Oficinas artísticas. Conversas com artistas. Programas para diferentes gerações.
Exposições encerradas permanecem no ar com imagens, textos e materiais. Veja o arquivo da programação, que reúne mostras como Carlão do Peruche, A Viagem, O Lugar do Escritor, A Elegância do Jazz e Mestres Imortais do Artesanato Brasileiro.
O que a Casa Une realiza, em números e histórias, e os dados institucionais que sustentam essa atuação.
O painel de indicadores é atualizado a cada semestre, com data de referência visível.
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Visitantes recebidos | 5.576 recebidos (Set. 2026) |
| Participantes em atividades vigentes | 110 pessoas |
| Atividades gratuitas realizadas | + de 240 |
| Horas de formação oferecidas | + de 14 mil horas |
| Vídeos publicados | 60 vídeos - YouTube |
| Professores e especialistas | + de 100 |
Dados institucionais e CNPJ. Equipe e governança. Relatórios anuais. Parceiros e patrocinadores. Projetos aprovados e recursos recebidos. Política de patrocínio. Código de ética. Política de conflitos de interesse. Política de privacidade.
Casa Une. CNPJ 10.462.170/0001-41. Signatária do Pacto Global da ONU. Certificada nas normas ISO/IEC 42001, gestão de inteligência artificial, e ISO/IEC 27001, segurança da informação, com validade até 2028.
A Casa Une fica na Rua Major Dantas Cortez, 84, Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo, a poucos minutos da estação Tucuruvi do metrô.
Tucuruvi · Zona Norte, São Paulo — SP · CEP 02206-001. A poucos passos da Praça Centenário e do Shopping Metrô Tucuruvi.
Desça na estação final e use a saída para o Terminal Urbano. Caminho plano de 280 m pela Rua Major Dantas Cortez.
Linhas SPTrans e EMTU ligam Guarulhos, Santana, Jaçanã, Tremembé e Mandaqui a poucos passos da Casa Une.
Dois estacionamentos na própria Rua Major Dantas Cortez, a cerca de 100 metros da Casa Une.
O espaço recebe públicos de todas as idades.
Necessidades específicas podem ser informadas no agendamento ou na inscrição, para que a equipe organize o atendimento.
Podem agendar visitas às exposições e à biblioteca.
Escreva informando o número de participantes e as datas pretendidas.
Escolha o assunto e sua mensagem chega diretamente ao responsável pela área.
Rua Major Dantas Cortez, 84
Tucuruvi, São Paulo SP, CEP 02206-001
A programação gratuita, as bolsas, a biblioteca e os programas intergeracionais existem porque pessoas e empresas sustentam esta missão.
Cada contribuição se transforma em acesso gratuito a formação, cultura e conhecimento.
Programa de Formação em Inteligência Artificial: 16 encontros abertos e gratuitos.
Clubes de leitura, música e cinema, em encontros mensais e gratuitos.
Mais de 1.000 livros para empréstimo, com ala infantil e curadorias temáticas.
Exposições como Mestres Imortais do Artesanato Brasileiro e Frantz Fanon: um legado vivo, abertas ao público.
Formação em IA para quem tem 50 anos ou mais, com aulas adaptadas à vivência de cada aluno.
VideoCast Casa Une no Ar: episódios semanais abertos no YouTube.
Escolha como quer participar: com uma doação, com livros ou com o seu tempo e conhecimento.
Pelo programa de apoiadores.
Mentoria, curadoria ou docência voluntária.
Associe a sua marca a programas que formam pessoas e ampliam repertório, com contrapartidas institucionais claras.
Exposição, curso ou temporada de programação.
Apoio ao programa de formação executiva.
Apoio a bolsas de formação e a pesquisas.
Participação como professores, mentores ou conselheiros.
Quando aplicável.
O patrocínio à Casa Une é apoio a uma missão cultural e educacional, com contrapartidas institucionais claras. A Casa não comercializa locação de espaço.
A Casa Une recebe propostas de cursos, palestras, exposições, pesquisas, clubes de leitura e projetos educativos e culturais.
Curso. Palestra. Seminário. Exposição. Oficina. Pesquisa. Clube de leitura. Projeto educativo. Parceria universitária. Programa intergeracional. Projeto de inteligência artificial. Projeto cultural. Programa para escolas.
O envio da proposta não garante aprovação. As propostas são avaliadas conforme a curadoria, o calendário e a missão da Casa Une.
Artigos, entrevistas, vídeos, podcasts e registros dos encontros da Casa Une. Uma área editorial permanente, separada da agenda.
LogoCasa Une no Ar com Jair Marcatti Conversas sobre negócios, mercados, empreendedorismo, empregabilidade e futuro do trabalho, com convidados que vivem e transformam o mercado na prática.
27 min23 set 2026
32 min8 set 2026
36 min25 ago 2026E também nas principais plataformas de streaming.
Artigos e análises ancorados no tripé da Casa Une: conhecimento, inovação e negócios. Entre os textos publicados estão leituras sobre Edgar Morin e Domenico De Masi, os pais intelectuais da Casa, e sobre o filósofo Byung-Chul Han.
13 jan 2025 · 3 min de leituraA premiada animação Nayola – Em Busca De Minha Ancestralidade marca a abertura do cineclube
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Ler artigoA Casa Une foi tema de reportagens no Jornal SP1 da Rede Globo, no Start, na Gazeta da Semana, no Startupi e em outros veículos, com foco em seu papel como hub de inovação, tecnologia e cultura na Zona Norte.
Jornal SP1
Start
Segs
Startupi
Gazeta da Semana
Sala da Notícia
Polinize
Mover
Universo ZNO Cineclube Casa Une é mais que um clube de cinema, é uma ferramenta de disseminação de conhecimento além do convencional
A premiada animação Nayola – Em Busca De Minha Ancestralidade marca a abertura do cineclube
A Casa Une inaugurou seu cineclube com a pré-estreia nacional da animação Nayola – Em Busca De Minha Ancestralidade. Vencedora do Prêmio do Público na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2022, entre outras premiações, o filme dirigido pelo português José Miguel Ribeiro é uma adaptação do conto “A Caixa Preta”, dos escritores Mia Couto e José Eduardo Agualusa, que escreveram o roteiro da animação com Virgílio Almeida.
A escolha de Nayola para abrir as atividades do Cineclube Casa Une tem uma razão. Todas as ações do hub – sejam programas de formação, exposições, seminários, oficinas e eventos de formação de leitores na biblioteca e exibições de filmes – se baseiam no tripé Inovação, Conhecimento e Negócios e não à toa a animação se encaixa na aba Conhecimento.
O pensador francês Edgar Morin, um dos pais intelectuais da Casa Une, sempre destacou a importância da diversidade como um conceito amplo. Um conceito que apresenta um olhar diverso e aberto a outras vozes e formas de olhar o mundo e de conhecer as coisas.
Essas aberturas alargam o diálogo e apresentam novas maneiras de entender a vida, e a animação Nayola atua como emissária dessa mensagem. A história sobre três mulheres de uma mesma família – mãe, filha e neta – se passa durante a guerra da independência de Angola (1975-2002) e, no pano de fundo, mostra uma forma mítica de ver o mundo a partir do povo bantos.
O moçambicano Mia Couto e o angolano José Eduardo Agualusa são bem conhecidos pelos brasileiros e têm uma relação de grande proximidade com nosso país. Os conflitos em Angola e Moçambique são tema frequente das obras de ambos, que se uniram para escrever o livro de contos “O Terrorista Elegante e Outras Histórias” (Tusquets), onde Nayola foi publicado.
A exibição da animação no Cineclube Casa Une também celebra a relação profunda e secular entre Brasil e Angola. Em um primeiro momento, com os escravizados sendo trazidos para o Brasil, depois com a vinda de refugiados da guerra de Angola e por fim com o Brasil sendo o primeiro país do mundo a reconhecer a independência de Angola.
Esses aspectos não só criaram como mantêm firme a ponte Angola-Brasil, sustentada em parte pelas relações artístico-culturais entre os dois países, especialmente por meio da música. Os compositores Martinho da Vila e Gilberto Gil ajudaram a fortalecer essa relação. Martinho, inclusive, criou projetos de intercâmbio musical entre as duas nações, a exemplo do Projeto Kalunga. Realizado nos anos 1980, levou o samba para a África e trouxe para nossas terras a quizumba, gênero musical muito popular em Angola.
Além da importância que os povos africanos, sobretudo os bantos, tiveram na constituição das identidades brasileiras, há uma proximidade cultural entre Brasil e Angola. A própria palavra kalunga, derivada do vocabulário bantos e que significa lugar sagrado, foi incorporada ao vocabulário brasileiro, também formado por influência dos povos escravizados.
Nayola marca a inauguração do Cineclube Casa Une em grande estilo, ao reiterar o nosso compromisso com a diversidade em todos os sentidos. A partir de 2025 o cineclube terá uma programação regular, já que o cinema é mais que diversão. É uma maneira de entender, conhecer e explicar o mundo, e de construir um sólido e vasto repertório.
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A Casa Une atua em três eixos, Conhecimento, Inovação e Negócios, e a arquitetura conceitual dessas frentes tem como “pais intelectuais” o pensador francês Edgar Morin (1921-) e o sociólogo italiano Domenico De Masi (1938-2023).
Ambos têm uma profunda relação com o Brasil. Estiveram no país com regularidade e desenvolveram grandes trabalhos em centros universitários. De Masi, inclusive, teve participação fundamental em um estudo de 2002 realizado junto ao Sebrae, por meio de sua consultoria S3 Studium, que desenvolve projetos ligados à criatividade em culturas organizacionais complexas. O resultado desse trabalho é um documento chamado “Cara Brasileira - A Brasilidade nos Negócios - Um Caminho Para o Made in Brazil”.
Tanto ele quanto Morin possuem uma visão extremamente interessante a respeito do Brasil. Uma visão calcada na realidade e nos problemas do país, entre eles os gargalos institucionais, econômicos e históricos.
Ambos chegaram a discorrer sobre a possibilidade da criação de um modelo civilizacional futuro, em que as relações humanas sejam pautadas por questões ligadas à diversidade e a um certo tipo de integração, tendo o Brasil como exemplo desse novo modelo.
Isso faz muito sentido, já que o país é extremamente complexo. O empresário brasileiro José Mindlin costumava dizer que o Brasil é um país muito fácil de gostar e muito difícil de entender, e essa ideia resulta no que se define por elevada complexidade social, já que o Brasil e os brasileiros formam um intrincado jogo de muitas contradições.
Domenico De Masi e Edgar Morin conseguiram olhar para elas e filtrar e perceber alguns elementos interessantes, afirmativos de uma cultura extremamente potente, inventiva e original.
Quando a Casa Une elege De Masi como um de seus pais intelectuais, significa trazer suas ideias para dentro de uma organização ou negócio, porque elas não estão dissociadas do ambiente de trabalho. Afinal, quando se pensa em novas formas de fazer negócios e sobre uma nova conjuntura de relações, é necessário entender qual seria a maneira mais atual de realizar isso.
Edgar Morin, por sua vez, é um pensador que vê o mundo de hoje marcado pela complexidade pós-industrial, onde há um outro arranjo social, humano, econômico, político, cultural e institucional, que o filósofo nomeia de “mundo complexo”. Nele, as relações de causa e efeito do século XIX deram lugar à complexidade que pede um modo de pensar igualmente complexo para se entender e dimensionar o que está acontecendo.
Isso tem que estar presente na maneira como entendemos a educação e na consequente necessidade de uma reorganização dos currículos escolares, na preparação para o mundo do trabalho e na forma como os saberes de interrelacionam e se comunicam.
A partir da ideias de Morin e De Masi, a Casa Une desenvolveu seu braço artístico e cultural com mostras, exposições e apresentações artísticas para contemplar aquilo que se entende como uma preparação do mundo para a sociedade pós-industrial, ao mesmo tempo em que se busca o entendimento do que é a complexidade da vida.
O papel da Casa Une, portanto, é contribuir com o preparo dos profissionais para que eles tenham a capacidade de enxergar e de fazer essa leitura, e de criar seus repertórios para desenvolver um trabalho mais criativo e alinhado com a atualidade.
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Ler artigoEm 2012 Byung-Chul Han, filósofo sul-coreano radicado na Alemanha, lançou um livro chamado “A Sociedade do Cansaço”, que levou seu nome para a galeria dos grandes pensadores do mundo contemporâneo. A obra ganhou traduções em todo o mundo e foi apontada por críticos, jornalistas e resenhadores como um dos grandes livros do século XXI, até o momento.
No ano de 2023, o autor lançou “O Espírito da Esperança – Contra a Sociedade do Medo. Editado em 2024 no Brasil, o livro discorre sobre uma temática muito atual, na qual Han cita que “a competição total e a crescente pressão por desempenho erodem a comunidade. O medo onipresente de hoje não decorre realmente de uma catástrofe permanente. Somos afligidos sobretudo por medos difusos que são estruturalmente condicionados e, portanto, não podem ser atribuídos a eventos concretos”. Em outras palavras, significa que tudo hoje é desempenho, seja na vida profissional, seja na pessoal, e isso impacta a vida em comunidade.
Han aponta que transtornos de personalidade, TDH, depressão, hiperatividade e outros distúrbios emocionais são problemas contemporâneos que não se devem a uma questão do indivíduo, mas a um desarranjo social, a um desencaixe de vida e de comportamento que produz doenças emocionais.
Essa visão é corroborada por outros pensadores, mas Han apresenta suas ideias com muita clareza para levantar reflexões sobre o fato de que grande parte desses transtornos reflete um descompasso no funcionamento da sociedade. Quando uma pessoa faz um tratamento individual com medicamentos, por exemplo, isso é um paliativo para questões muito mais profundas que não estão sendo abordadas.
O autor alerta para a falta de uma relação com outro e de construção de um espírito comunitário, em um movimento que sai do individualismo para o coletivo, em um ato de esperança. Entretanto, esperança é diferente de otimismo. O mundo de hoje, afirma Han, sofre de excesso de positividade e de discursos motivacionais que estão na base da sociedade do cansaço, que sempre se vê às voltas com exigências como estar motivado, ser excessivamente positivo e feliz para conquistar o sucesso.
Esse não é o caminho da esperança. Ao contrário, a construção de uma esperança que leva as pessoas a deixarem os medos para trás, acontece pela recuperação de um espírito de comunidade e pela possibilidade de se resgatar a humanidade.
Os antídotos contra a sociedade do cansaço são a busca do belo, a busca de Heros, deus grego do amor, a busca da estética e a busca do silêncio – esses são os quatro elementos que Han entende como capazes de produzir esperança e frear os avanços da sociedade do cansaço, permitindo que o indivíduo desenvolva a capacidade de se conectar com si próprio.
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Ler artigoEm abril de 2023, o português Miguel Setas deixou a EDP Brasil e passou a ocupar o cargo de CEO da CCR, concessionária de rodovias brasileira. No mesmo ano, em outubro, ele lançou seu primeiro livro.
“Gigante Pela Própria Natureza” (Gente) relata a experiência do gestor à frente da EDP, holding do setor elétrico, que ocupou o primeiro lugar do Índice de Sustentabilidade da B3 (Bolsa de Valores), graças ao seu sólido e empenhado compromisso com a agenda ESG.
Com tantos aprendizados, Setas se dedicou a escrever um livro para mostrar ao Brasil e ao mundo que o nosso país pode liderar a transformação sustentável que o planeta tanto necessita.
Logo que assumiu a CCR, o executivo foi tema de uma reportagem publicada no jornal Valor Econômico, assinada por Naiara Bertão e publicada na edição de 27 de outubro, que reproduzimos a seguir.
“Gigante pela própria natureza”. Foi este o título escolhido para estampar a capa do primeiro livro do português Miguel Setas. No Brasil há 13 anos, ele tem mais de 25 anos em empresas do setor de energia e infraestrutura. Foram sete anos na presidência da companhia de energia EDP, onde também presidiu o Instituto EDP e foi membro e presidente do conselho de administração.
Neste período, acompanhou de perto a evolução da implementação de práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) na companhia. A EDP Brasil foi, por dois anos consecutivos (2022 e 2023), a líder em pontuação do Índice de Sustentabilidade (ISE) da B3.
Desde abril de 2023 à frente da CCR, grupo de mobilidade e concessão de rodovias, Setas, que se considera brasileiro, apesar de ainda não ter tirado a cidadania, quer aplicar seus aprendizados na empresa, que teve participação acionária comprada no ano passado por Itaúsa e Grupo Votorantim. Também foi anunciado porta-voz do Pacto Global da ONU no Brasil, para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, de Cidades e Comunidades Sustentáveis.
Suas experiências foram compartilhadas nas 287 páginas do livro, que tem prefácio de Luiza Trajano e foi lançado ontem. Em um misto de histórias pessoais, pesquisas e estudos de consultorias, universidades e institutos, ele defende que o Brasil tem condições para liderar a agenda global de sustentabilidade posicionando-se como hub climático e ecológico.
No livro, deixa claro que, primeiro, os brasileiros precisam melhorar sua autoestima. “Nós, brasileiros, temos aquele sentimento de ‘vira-lata’. E eu acho que é o contrário, o país é uma potência gigante e o título do livro foi escolhido por celebrar o gigantismo do Brasil, que inclusive, está no hino nacional”. Ele aponta que, por sua diversidade de pessoas, de culturas e de territórios, é um grande “laboratório vivo” que pode testar soluções para questões ecológicas e sociais. Exemplifica com o caso do Sistema Único de Saúde (SUS), que atua em nível continental, do Senai, que capacitou em 80 anos milhões de pessoas, e do projeto da Favela 3D da ONG Gerando Falcões, que incentiva o empreendedorismo em comunidades.
“Nós, brasileiros, temos aquele sentimento de ‘vira-lata’. E eu acho que é o contrário, o país é uma potência gigante e o título do livro foi escolhido por celebrar o gigantismo do Brasil, que inclusive, está no hino nacional”
Foram mais de dois anos de escrita para consolidar ideias. Ao responder à pergunta sobre sua motivação em escrever o livro, o executivo comenta que morar no Brasil foi um “elemento de transformação tão poderoso” que o livro é quase um “tributo ao país”. Espiritualizado e adepto de atividades de autoconhecimento, ele admite que o fato de ter passado dos 50 anos (tem 52) também o deixou mais reflexivo sobre quais lições gostaria de transmitir a outros líderes brasileiros. Uma delas é que, cada vez mais, a liderança terá de olhar para a sociedade.
Setas trata da brasilidade na gestão. “É um país que transforma, para o bem. Me deu uma visão mais ampla, da sociodiversidade, do sincretismo religioso, do que é fazer algo em escala continental, uma visão daquilo que é verdadeiramente proteger a ecologia”.
Cita que o Sul global, e o Brasil em especial, tem uma grande área preservada, abarcando 20% da biodiversidade mundial, 12% de toda a água doce do planeta e 90% da matriz elétrica renovável. Isso, pontua, é uma vantagem para a geração que está no poder, e permite que os líderes tomem decisões para preservar a natureza.
“O Brasil tem o maior ativo ecológico do mundo e, com essa proeminência, pode ser o centro do novo modelo de pensamento ecológico. Tal como a Itália foi o centro do Renascimento, o Brasil pode ser o do novo renascimento, do renascimento verde e do pensamento de que o homem é parte da natureza”. É que denomina “Novo Humanismo Ecológico”.
Para ele, o termo “desenvolvimento sustentável” não deveria ser usado para se referir ao progresso ecológico. Levando ao pé da letra, as palavras significam o uso da natureza para sustentar o homem. Defende a troca pelo termo “evolução integral”, com a “evolução” passando a imagem de movimento e “integral” por necessitar de uma integração com todos os sistemas. “Na tríade economia-sociedade-meio ambiente, conhecida como Triple Bottom Line, o ‘econômico’ precisa passar pelo redistributivo, aliviar as diferenças sociais, e regenerativo, quando intervém para restaurar e circular”.
Um dado que ele destaca é que o Brasil pode atrair, até 2050, cerca de US$ 3 trilhões em investimentos para o meio ambiente, de acordo com estudo do Boston Consulting Group (BCG). Isso dimensiona o potencial do país em energia limpa, biocombustíveis e hidrogênio verde, indústria verde com produtos com baixa pegada de carbono e os serviços ecossistêmicos e soluções baseadas na natureza (NbS). “Essa é uma janela magnífica que o Brasil tem nas próximas três décadas”, acredita.
“O Brasil é hoje o mercado mais importante das chamadas nature based solutions [NbS], como reflorestamento, desmatamento evitado por geração de créditos de carbono, agricultura sustentável. Com isso, se bem administrado, consegue reduzir boa parte do desmatamento”, comenta.
Mas Setas reitera que isso não significa que o país não pode mais usar o petróleo e gás que tem em suas reservas, que seria quase “injusto” se isso lhe fosse imposto, mas que é preciso aproveitar suas vantagens competitivas, como a variedade de biocombustíveis e fontes de energia renovável, para fazer a transição e, no futuro, realmente deixar de contar com essa matéria-prima.
Setas diz que mapeou 12 características da nova liderança pró-ESG. Explica que, diferentemente da “multiculturalidade”, que é aceitar o fato de que há muitas culturas em um território, a “transculturalidade” compreende, respeita e absorve o que essas outras experiências têm a oferecer.
No caso de uma empresa no Brasil que tem matriz europeia, juntar a criatividade, o jogo de cintura, o espírito positivo, o otimismo e vontade de acontecer do brasileiro com a cultura de processos, organização, metodologias e compliance dos europeus.
Setas descreve quatro tipos de inteligências necessárias para a gestão. “A utilização da inteligência cognitiva é focada em agregar valor, enquanto a inteligência socioemocional foca em reputação. Já a cultura é responsável pela transformação corporativa, e a espiritual, em pensar na empresa em serviço de um bem maior para a sociedade”, afirma.
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Reunir todo o conhecimento existente no mundo. Essa era a função da enciclopédia, uma coleção composta por vários volumes de livros que continham verbetes de A a Z sobre fatos históricos, geografia, ciências, botânica, saúde, esportes, música, arte, matemática e tudo o mais que existe na natureza e que o ser humano produziu e descobriu, além de grandes personalidades da humanidade.
Antes da internet, quando precisavam saber algo que tinha acontecido no passado as pessoas se informavam por meio das enciclopédias, que eram reeditadas a cada quatro ou cinco anos para atualizar as informações.
Com a popularização da internet, a Microsoft lançou a Encarta, uma enciclopédia que cabia em um CD-Rom e continha todos os dados da Compton, uma das mais importantes do mundo ao lado da Britannica.
A tecnologia evoluiu, a internet também e hoje a Wikipedia e a Britannica imperam na rede em formatos digitais, aposentando os livros de papel. Mas você sabe como era antes de tudo isso? Conhece a origem da enciclopédia e como ela evoluiu até os dias de hoje?
Confira a seguir alguns fatos interessantes sobre esse universo.
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O economista Claudio de Moura Castro se especializou em educação. Lecionou em importantes universidades do Brasil e do mundo, entre elas, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, a Universidade de Brasília, a Universidade de Chicago, a Universidade de Genebra e a Universidade da Borgonha. Atualmente, é diretor pedagógico da EduQualis e colunista da revista Veja.
Entre os diversos livros que escreveu, a maioria sobre educação, destaca-se “Meio Século no Limiar do Perigo” (Record), uma autobiografia sobre suas viagens e aventuras que questiona o estilo de vida do homem moderno.
Moura Castro tem uma visão muito bem fundamentada sobre a importância de o indivíduo lapidar seus saberes além da sala de aula. O conhecimento técnico (hard skills) é importante e imprescindível para qualquer profissional, entretanto, no mundo atual as soft skills, que compreendem habilidades socioemociomais e repertório vasto, têm cada vez mais valor no universo do trabalho.
Anos atrás o economista concedeu uma entrevista à revista da Escola Superior de Propaganda e Marketing e explicou porque as lideranças devem investir em uma formação multidisciplinar. Confira os principais trechos da conversa:
Quais competências o executivo mais precisa desenvolver?
O executivo, antes de tudo, tem de ser bem formado. Precisa entender o que leu. Saber escrever. Ser culto. Tem de ler literatura, porque os grandes problemas da humanidade não estão nos livros de ciência. Estão nos livros de ficção.
As empresas culpam as universidades por não lhes entregar os executivos do futuro com um sentido claro de responsabilidade, compromisso, amor ao trabalho árduo, ética pessoal e social?
As escolas erram quando querem que as pessoas tenham valores e, então, ensinam valores. Como se aprendem esses valores? Com aquilo que a própria escola pratica. A instituição ensina valores ao praticá-los. Você aprende valores nos clássicos, na grande literatura. Robert Coles, professor de Harvard, diz o seguinte: se você quer ler alguma coisa que vá desenvolver o seu sentido de valor, nunca será o catecismo e sim as narrativas. Existem escolas, nos Estados Unidos, que têm cursos de ética para os quais convidam pessoas para falar de problemas éticos que tiveram, para discutir como lidaram com as crises que enfrentaram. Não ensinam valores e ética.
Ou seja, expõem o aluno à natureza humana…
À natureza humana. Lendo os clássicos, Shakespeare, Dom Quixote… As nossas escolas superiores nunca fizeram uso da grande literatura. Essa é a base do ensino inglês e americano. Nossos cursos de business estão fazendo o que podem, que é ensinar aquilo que precisa ser ensinado, que está claramente especificado. Mas eles não estão ensinando aquilo que devia ter sido ensinado na graduação.
Num curso para executivos, isso é ainda mais difícil.
Ainda assim, lembro-me do seminário executivo do Aspen Institute. Ele foi criado pelo filósofo Mortimer Adler (que foi o editor geral da Enciclopédia Britânica) na década de 1950. São duas semanas de internato lendo os clássicos e discutindo. E é um curso para executivos. Eu fiz esse seminário. É um privilégio maravilhoso. Você passa a tarde inteira lendo o que vai discutir no dia seguinte, quando chega um moderador e diz: “Do que vocês leram de Aristóteles, o que ressoa como sendo algo que faz parte da sua experiência?” O que eu tirei de Aristóteles, Marx, Freud, Adam Smith? Você lê pequenos trechos e passa cinco horas discutindo.
Nos cargos de liderança que ocupou, que tipo de competência você sentiu que precisaria desenvolver e como foi atrás disso?
Quando assumi a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) eu não tinha grande experiência administrativa. Meus amigos da área me deram um livro do Peter Drucker. Eu li e aprendi muito. Ele diz o seguinte: “O ritmo de decisões que um executivo tem de tomar é tal que, se ele parar para pensar muito, trava o processo. Então, ele tem de tomar decisões pela inspiração do momento. Mas não na área de pessoal. Na área de pessoal, pense muito bem antes de tomar decisões, porque as repercussões são enormes”. Do ponto de vista intelectual, estava bem equipado para as posições que ocupei. O grande problema é lidar com a burocracia pública ou internacional. Aí é que estão os desafios.
O que acontece?
Quando entra numa reunião, você sabe muito mais do que os seus interlocutores, tem um tremendo sentimento de superioridade em relação ao seu domínio do tema e a certeza absoluta de que o burocrata que está ali vai te engolir no fim daquele encontro. Porque ele domina a máquina. A fragilidade diante do domínio desse segundo escalão talvez tenha sido o que mais me chamou a atenção.
Qual é a sua opinião sobre a simbiose entre trabalho e teoria aprendida em cursos?
A teoria existe para ser aplicada no mundo real. A ideia ocidental de ciência, que começa com Francis Bacon, é que você formula uma ideia, que pode ou não ser maluca, mas que só sobrevive se você for perguntar ao mundo real se ele está de acordo com ela. Esse processo é que completa a dualidade da ciência. Se você ficar só no pensar, está fazendo meia ciência. É o que faz muito cientista de terceira categoria.
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Ler artigoO espanhol Santiago Iñiguez de Onzono é reitor da IE Business School, de Madri, uma das principais escolas de negócios da Europa, que formou executivos da Amazon, Microsoft e Mckinsey, entre outras empresas de peso.
O jornalista brasileiro Filipe Oliveira entrevistou Onzono para o jornal Folha de S.Paulo e o reitor fez importantes considerações sobre inovação, empreendedorismo e as características necessárias aos empreendedores.
Embora a entrevista tenha sido publicada em 2013, ela continua muito atual e vale a pena refletir sobre os comentários de Onzono sobre a necessidade de os empreendedores correrem riscos e criarem um repertório de saberes para transitarem com desenvoltura no mundo dos negócios.
Confira a entrevista:
Reitor de uma das principais escolas de negócios da Europa, a IE Business School, de Madri, Santiago Iñiguez de Onzono afirma que a crise pela qual passa o continente, com altas taxas de desemprego, é também uma oportunidade para novos negócios.
Também diz acreditar que o Brasil tem oportunidades em diversos setores.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista, concedida por telefone, de Madri.
Como a crise e o desemprego têm afetado o empreendedorismo na Europa?
Momentos de crise são momentos de oportunidades também. No caso de empreendedorismo, algumas circunstâncias promovem mais o surgimento de negócios do que tempos de crescimento.
Separa-se o empreendedorismo em dois tipos: um é espontâneo, de pessoas que querem empreender. A outra categoria é chamada de empreendedorismo forçado, quando os empresários começam algo porque não têm oportunidade de trabalhar como empregados. Começam suas próprias empresas, trabalham como freelancers ou decidem encontrar oportunidades por conta própria.
As empresas estão mais preocupadas em inovar, nesse cenário?
Para inovar, é importante ter investimento. Mas essa não é uma condição sem a qual inovação não é possível. Inovação necessita também de certas rotinas, processos e culturas que são mais necessários do que apenas investimento em pesquisa.
Não digo que a crise tem as condições ideais para inovar. Mas note que o Google, por exemplo, foi criado em tempos de crise nos EUA, no final dos anos 1990.
É um tempo em que acontecem ajustes no comando de várias companhias. Esses momentos podem ser propícios para o crescimento de novas ideias, novos negócios e novos campeões.
Começar um negócio nessas condições não é também mais perigoso?
Pessoas que não conseguem lidar com o risco não podem ser empreendedores. Para empreender, você deve arriscar muitas coisas, inclusive sua própria reputação, as coisas que você guardou.
Conhecemos muitas histórias de empreendedores que falharam muitas vezes. Esses fracassos são oportunidades de aprendizado. O importante não é quantas vezes fracassou, mas o quão rápido você se levantou de novo.
Quais as principais características que uma pessoa precisa ter para ser empreendedora?
Um empreendedor precisa de determinação e resiliência. De senso de missão, de que deve mudar as coisas.
Quando você conhece um empreendedor, percebe isso. São pessoas que têm flexibilidade, conseguem adaptar suas ideias em diferentes projetos. Podem falhar, mas recomeçam rápido. São positivas, não ficam deprimidas. Logo recomeçam.
Têm de estar sempre olhando para a frente, para o próximo obstáculo. São pessoas que estão sempre pensando em como podem mudar o mundo.
É possível ensinar alguém a ser empreendedor?
Estudos mostram que essas características podem ser aprendidas. Ninguém nasce como um líder, isso é uma coisa cultural. Se você nasce em uma família em que o pai e a mãe são empreendedores, então é provável e natural que você também se torne um.
É como nos tempos antigos. Mozart foi um prodígio porque foi treinado por seu pai desde muito cedo. Mas, se você não tem esse ambiente, pode aprender isso na escola.
Como se ensina essas habilidades?
Várias atitudes podem ser aprendidas em um programa de MBA, em que você passa por situações de pressão, trabalha em um grupo multicultural, desenvolve seus planos de negócios e tem suporte de um mentor que conhece você desde o início. Mesmo que não se tornem empreendedores, podem reinventar mais tarde negócios familiares, grandes empresas ou a administração pública.
Por que conhecer sobre artes, história e humanidades é importante em sua escola?
Acreditamos que, ao inserir disciplinas de humanidades, desenvolvemos habilidades importantes para os gestores. Conhecer história é muito importante para saber que muitos erros do passado podem ser evitados no futuro. Não é por coincidência que Bernanke [Ben Bernanke, presidente do Fed, o banco central dos EUA] é um especialista em história econômica e conhece os fatos do crash de 1929.
Uma pessoa proeminente na política econômica norte-americana tem, com esse conhecimento, habilidades para tomar decisões corretas para o futuro.
Outro exemplo: temos módulos de design, para desenvolver habilidades de observação. Se você observar um arquiteto, verá o tempo que ele passa olhando as construções de diferentes ângulos, como é a incidência da sombra. Queremos ensinar essas habilidades para os gestores, pessoas que sempre tomam decisões muito rápidas. Se você os treina para serem mais observadores, vão começar a entender o risco de uma maneira diferente, vão tomar o tempo necessário para o processo de tomada de decisões.
O sr. diz que a literatura é importante também?
Certamente. Eu sempre digo que você pode aprender mais sobre liderança lendo Shakespeare do que em muitos livros sobre o tema.
Ensinar é passar valores, não só técnicas. Quando você lê, por exemplo, “Vidas Paralelas”, de Plutarco, que conta em detalhes histórias de pessoas renomadas da Grécia antiga, verá os conselhos que davam e as suas virtudes.
Bons gestores precisam, além de experiência e educação, cultivar virtudes como resiliência, atitude positiva, trabalho, generosidade, modéstia e compromisso com o crescimento da sociedade.
Como o sr. vê o momento do Brasil para empreender?
Eu acredito muito no Brasil. Percebo que ele é o novo mundo. Quando vou ao Brasil, o que faço algumas vezes por ano, percebo que a cultura de gestão está mudando.
O país tem vantagens se comparado com outros Brics. É uma democracia. Claro que ainda precisa de algumas reformas, mas a consolidação da democracia no Brasil e a luta da presidente Dilma Rousseff para acabar com a corrupção estão alcançando grandes progressos.
A sociedade está se desenvolvendo muito rápido, Nos últimos anos, 40 milhões de pessoas passaram da pobreza para a nova classe média, a educação está se tornando mais valorizada.
O Brasil valoriza muito a sustentabilidade, algo que sinto falta na China. Vejo os esforços para preservar a Amazônia.
A economia está crescendo, tem um bom número de multinacionais que são exemplos em áreas como finanças, bancos, aeroespacial e bens de consumo.
E o que precisa melhorar?
Se pudesse fazer algo para melhorar o país, diminuiria as várias dificuldades para entrada de algumas coisas. Em primeiro lugar, de talentos. O Brasil precisa atrair muitos talentos para realizar o plano de infraestrutura que o governo planeja e para ter mais empreendedores.
Para aumentar o crescimento, precisaria simplificar a emissão de vistos para pessoas com talento e diminuir os impedimentos legais para que empresas estrangeiras atuem no país.
Boa parte das novas oportunidades está relacionada com a internet?
Acredito que existam oportunidades em praticamente todo tipo de indústria. A começar pelas mais tradicionais, como automobilística e de energia, em que o Brasil é campeão no desenvolvimento de fontes renováveis.
Também há o setor de turismo. O Brasil se tornará destino não apenas para turistas mas também executivos, pois São Paulo está virando um polo de negócios da América Latina.
Além disso, ainda há o mercado on-line, em que há muita inovação e o Brasil tem forte tradição. Mas existem muitas outras possibilidades de inovar.
Como é a participação de estudantes brasileiros na IE?
O número de brasileiros cresce ano após ano. Temos aproximadamente 30 alunos em nossos programas. Também teremos cursos em São Paulo e Rio de Janeiro.
Estamos lançando um programa juntamente com o Insper, em São Paulo.
Também teremos um programa no Rio voltado para negócios familiares. Deverá ser antes da Copa, para atrair não apenas os donos, mas também investidores e experts nesse fenômeno.
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Ler artigoFormação, repertório e inteligência artificial aplicada para equipes e lideranças. A relação da Casa Une com empresas é acadêmica, cultural e formativa.
Solicitar proposta de formação. Contribuir com a Academia Executiva. Patrocinar um programa. Propor parceria institucional. Indicar um executivo ou especialista.
Registro das atividades já realizadas pela Casa Une, com seus professores, convidados e materiais. O arquivo é parte da memória institucional da Casa e permanece público.
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